Apresentação

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enquanto minha morte não vem

eu vivo de brigar contra o rei

 

A proposta:

A proposta da Caxangá é criar um ambiente para acolher e divulgar produções críticas e artísticas contemporâneas – especialmente no âmbito da literatura, das artes plásticas,  da fotografia, do cinema, entre outros – que proponham uma briga contra o rei, isto é, que apresentem uma contribuição que fortaleça o diálogo entre arte e crítica marginal, sendo a marginalidade entendida como condição predeterminante dos membros de uma cultura periférica, como é a brasileira.

O nome:

Caxangá pode ser nome de jogo, de mata extensa, de adereço feminino, de crustáceo, de gorro de marinheiro, de esconderijo e por aí vai. Sua origem é tão desconhecida quanto a sua amplitude de referentes. Aqui, Caxangá busca uma relação direta com a música homônima de Milton Nascimento com a intenção de recuperar o jogo dos versos “Enquanto minha morte não vem, eu vivo de brigar contra o rei”, que poderia ser uma síntese da atitude do trickster. Em resumo, o trickster é o arquétipo do coringa, do pregador de peças, do zombador, do transgressor provocador de caos e incerteza. Sua astúcia está em quebrar ou romper – antes através do improviso que do plano, do cômico que da violência – as ordens e regras que lhe são desfavoráveis. Assim, mesmo se lançando à explosão dos limites, o trickster não poderá, enquanto membro de uma cultura marginal, ocupar o lugar do pai demiurgo. Essa possibilidade lhe é negada porque o trickster traz sempre em si a marca de seu campo de pertencimento, o que, por outro lado, permite que, indiferente das mudanças que ocorram na ordem imposta pelas culturas centrais, haja sempre aquele que, com a paródia, o riso e o escárnio, mostra o ridículo que se esconde por trás de toda ordem, de toda lei. Por que, então, Caxangá e não Trickster? Por três motivos: 1) porque Caxangá é uma palavra muito mais bonita e mais sonora para o português brasileiro; 2) porque sua obscura etimologia e amplitude de referências representam muito bem o caráter fluido e impreensível do trickster; e 3) porque a recuperação da música de Milton Nascimento marca o aporte mineiro da revista.

A periodicidade:

Trimestral

Número 1 (fevereiro) – envios até 31 de dezembro.

Número 2 (junho) – envios até 30 de abril.

Número 3 (outubro) envios até 31 de agosto.

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